Com bons preços, área de soja com seguro pode mais que dobrar no Brasil em 2020/21

Preços rentáveis impulsionam vendas antecipadas de cerca de metade da produção, antes mesmo do início do plantio em setembro.

Lavoura de soja, um dos principais produtos do agronegócio brasileiro — Foto: REUTERS/Agustin Marcarian

O tamanho da área plantada com soja coberta por seguro agrícola no Brasil pode mais que dobrar na temporada 2020/21, atingindo 10 milhões de hectares pela primeira vez, após preços rentáveis impulsionarem vendas antecipadas de cerca de metade da produção antes mesmo do início do plantio em setembro.

“Considerando o comportamento de contratações do ano passado e a conjuntura deste ano, pode ser que a soja cresça 150% em área segurada”, disse o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pedro Loyola.

Segundo ele, a previsão indica que a área segurada com a oleaginosa deve alcançar 10 milhões de hectares, com 120 mil apólices e 32,5 bilhões de reais em valor segurado.

No ano passado, foram 38.669 apólices, 4 milhões de hectares de soja e 10,9 bilhões de reais em valor segurado.

“Essa estimativa depende do comportamento de contratação, mas começou forte este ano e tudo indica que podemos chegar próximos do estimado”, comentou Loyola, ao ser questionado pela Reuters sobre a expectativa de crescimento.

Caso atinja 10 milhões de hectares, a área segurada com soja no Brasil poderia somar mais de 25% da área plantada, projetada para atingir cerca de 38 milhões de hectares, conforme pesquisa da Reuters.

Ele lembrou que essa ferramenta de proteção da renda do produtor é uma das prioridades do Ministério da Agricultura, que tem destinado mais recursos para as subvenções do prêmio do seguro no Plano Safra.

O orçamento federal para subsídio de seguro rural passou de 440 milhões de reais no ano passado para 955 milhões em 2020, ampliando o suporte contra pragas, doenças e, principalmente, intempéries climáticas na lavoura, comentou Loyola.

Na esteira da antecipação

O presidente da Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Bartolomeu Braz, disse que o valor mais alto de subvenção e a boa situação do produtor, que está em uma posição mais favorável de remuneração e custos, auxiliam na adoção de mais políticas no planejamento da safra, como o seguro.

Após exportações firmes ao longo do ano e ajuste na oferta, na esteira da demanda chinesa, os preços da soja já superaram 130 reais por saca no porto de Paranaguá (PR) neste mês e se aproximam do recorde em termos reais (deflacionados), conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Neste contexto, o produtor acelerou também as vendas antecipadas da safra 2020/21 e pode começar o plantio, em setembro, com mais da metade da produção estimada comercializada, segundo o presidente da Aprosoja.

“Essas vendas futuras têm que ser entregues, então isso precisa ser mitigado”, disse Braz sobre a risco assumido pelos agricultores com o nível de antecipação nas vendas e, como consequência, maior procura por seguro rural.

Seguradoras

O presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional dos Seguros Gerais (FenSeg), Joaquim Neto, destacou que a estrutura brasileira de seguro agrícola ainda é muito distante de concorrentes como os Estados Unidos, onde cerca de 90% da área de plantio é segurada.

No Brasil, este percentual ainda é 10%, mas é notável a ampliação na demanda vinda do setor de grãos de verão.

“Os cultivos de inverno são de maior risco, por estiagem, ocorrência de geadas, e historicamente já há maior interesse por contratar o seguro para essas culturas. Mas o que temos visto nos últimos anos, principalmente no Centro-Oeste, é que os agricultores têm demandado seguro para os grãos de verão, principalmente a soja”, explicou.

Ele ainda ressaltou o interesse de produtores de soja no Norte e Nordeste, nos Estados que compõem a região do Matopiba –Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia–, que contam com um projeto específico do governo para fomento à contratação de seguro.

Para as seguradoras, houve um incremento de 25,2% na captação de prêmios com seguro rural (valor que se paga para adquirir o seguro) durante o primeiro semestre, disse Neto.

E para o 2020, a expectativa da FenSeg é crescer 35% na captação de prêmios neste setor, ante os 5,311 bilhões de reais captados no ano passado.

“O agricultor tem tido bons valores na comercialização dos seus produtores e tem investido mais em tecnologia, o que faz com que a expectativa de produção dele aumente… e o risco acaba sendo maior. Acreditamos que isso tudo tem sim corroborado e ainda deve dar continuidade ao aumento de contratação de seguro agrícola”, avaliou.

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Agronegócio do Brasil recupera confiança no 2º tri, após queda puxada por Covid-19

O Índice de Confiança do Agronegócio (ICAagro) avançou 11,3 pontos no segundo trimestre, em relação aos três meses anteriores, para 111,7 pontos, em um movimento de recuperação após uma queda causada pela chegada do novo coronavírus no Brasil.

O indicador calculado pelo Departamento de Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a associação CropLife Brasil se firmou acima dos 100 pontos, o que sinaliza otimismo.

Abaixo desta marca, a sinalização é de pessimismo e quanto mais distante do nível de 100 pontos, para cima, mais otimista estaria o setor.

Em relação ao segundo trimestre do ano passado, o avanço do ICAgro foi de 0,4 ponto.

“O agronegócio brasileiro recuperou parte do ânimo perdido no início do ano com o choque causado pela pandemia de Covid-19”, disse o estudo.

Segundo o Deagro, a avaliação das condições gerais da economia, responsável por impulsionar a pontuação recorde do fim do ano passado (123,8 pontos), caiu no início de 2020 e se mantém em patamares mais baixos.

No entanto, os sinais de retomada das atividades e de relativa estabilidade no mercado financeiro, os efeitos positivos do câmbio sobre os preços agrícolas e a perspectiva de que em breve haverá uma ou mais vacinas eficazes contra a Covid-19 melhoraram as expectativas para o curto e médio prazo, especialmente por parte das indústrias.

O Índice de Confiança das Indústrias do agronegócio fechou a 109,1 pontos, alta de 18,5 pontos em relação ao trimestre anterior.

Ao destrinchar o indicador industrial, o índice “antes da porteira”, que representa o segmento de insumos agropecuários, subiu 15,3 pontos na variação trimestral, para 101,6 pontos.

Contribuíram com a alta a recuperação nas vendas de tratores e colheitadeiras, mesmo ante uma forte queda relacionada à pandemia em abril, e o elevado nível de aquisições antecipadas de insumos.

“A antecipação (na compra de insumos) só não foi maior porque a instabilidade do câmbio prejudicou a formação das tabelas de preços”, afirmou.

Já a confiança das indústrias “depois da porteira” registrou a maior elevação dentre todos os segmentos pesquisados, de 19,9 pontos ante o trimestre anterior, para 112,4 pontos.

As empresas de logística enfrentaram relativamente poucos gargalos para suas operações, justificou o Deagro, mesmo com exportações recordes de soja no período.

Os frigoríficos, apesar do fechamento de algumas unidades por contaminação da Covid-19 entre os funcionários, puderam em sua maioria manter as atividades e atender a forte demanda do mercado externo, ressaltou a análise.

“As usinas de açúcar e etanol, para as quais em março o ano parecia praticamente arruinado, saíram do pior momento: subiram os preços do açúcar no exterior e houve uma recuperação das margens do etanol, que chegou a ser vendido abaixo do custo de produção em abril e maio, durante a queda abrupta do petróleo causada pela crise no mercado de combustíveis e aprofundada pela guerra de preços entre Rússia e Arábia Saudita.”

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Epamig avalia onze novas cultivares de trigo para o Sul de Minas

Minas Gerais ocupa o terceiro lugar na produção de trigo no país, atrás do Paraná e do Rio Grande do Sul, mas o volume ainda é insuficiente para suprir a demanda do estado pelo produto, calculada em quase um milhão de toneladas por ano.

Para ampliar a produção e a qualidade dos grãos, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) em parceria com a Embrapa, vem realizando pesquisas de manejo e melhoramento genético. Um dos focos é o município de Patos de Minas, na região do Alto Paranaíba.

As ações envolvem ainda o incentivo ao plantio de trigo na entressafra e na rotação de culturas em todo o estado, além de projeto da Epamig para diversificar as cultivares de trigos plantadas nas regiões Sul e Campo das Vertentes. O objetivo das pesquisas é apresentar aos agricultores opções de trigo mais produtivos, com mais sanidade e com qualidade de farinha igual ou superior as já plantadas na região.

Resultados

De acordo com os pesquisadores da Epamig Aurinelza Condé e Fábio Aurélio, uma das parcerias, com o Moinho J Macedo, está desenvolvendo a adaptabilidade e estabilidade de cultivares comerciais de trigo indicados para diferentes municípios. 

O projeto avalia a viabilidade de plantio de 11 novas cultivares nos municípios de Lavras, Nazareno, Carrancas, Lambari, Cambuquira e Boa Esperança, cuja colheita das cultivares mais precoces começou na última semana. Segundo os pesquisadores, a maioria das cultivares testadas tem apresentado boas características agronômicas e sanidade de lavoura. 

Além disso, são mais resistentes e tolerantes à brusone, uma das doenças mais danosas às plantações de trigo. A expectativa é que a farinha produzida a partir desse material seja de excelente qualidade. 

“Esperamos que, até o final dos trabalhos, a gente possa indicar aos produtores opções de cultivares de trigo mais produtivas, com diferentes ciclos de plantio, mais tolerantes às principais doenças da cultura e com boa aceitabilidade pelos moinhos”, projeta Aurinelza Condé.

Os resultados acerca dos experimentos são esperados para o início do mês de setembro. A Epamig é uma empresa vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa – MG).

Conteúdo encontrado no link – http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/minas-avalia-novas-cultivares-de-trigo

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Posted by Terra Nova Insumos Agrícolas Ltda on Sunday, May 3, 2020

Emater-MG lança cartilha com orientações de prevenção ao coronavírus durante a colheita do café

A colheita do café está começando e Minas Gerais deverá ter uma das maiores safras da história. O estado é responsável pela metade da produção nacional e deverá colher mais de 30 milhões de sacas (60kg), segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se a previsão se confirmar, será a terceira vez que os cafeicultores mineiros ultrapassarão esta marca. A colheita do café gera um grande movimento de trabalhadores rurais, em mais de 460 municípios do estado, até o mês de setembro.

Neste ano, além dos cuidados usuais durante a colheita para garantir a qualidade do café, os produtores deverão redobrar a atenção por causa da pandemia do novo coronavírus. A Emater-MG, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), preparou uma cartilha alertando sobre os cuidados que devem ser tomados como prevenção à Covid-19, para evitar a contaminação de cafeicultores e trabalhadores rurais durante as atividades nas propriedades.

A cartilha está disponível no site da Emater-MG e será distribuída eletronicamente pelos técnicos da empresa para os produtores. Ela também vai ser usada para auxiliar as prefeituras municipais na tomada de decisão sobre medidas de prevenção à Covid-19 no período da colheita do café. Para acessar a cartilha, clique aqui.

“Estamos orientando sobre vários cuidados básicos neste momento da colheita, principalmente em relação ao coronavírus. É importante salientar, que alguns municípios têm seus decretos específicos, que regulamentam as medidas de controle da doença, e que precisam ser observados pelo cafeicultor”, afirma o coordenador estadual de Cafeicultura da Emater-MG, Julian Carvalho.

A cartilha orienta o cafeicultor desde o momento da contratação da mão de obra e do transporte dos trabalhadores até as ações de prevenção no dia a dia da colheita. Seguindo as recomendações das autoridades de saúde, a Emater-MG lembra que pessoas com mais de 60 anos e aquelas portadoras de doenças como diabetes, doenças cardíacas e respiratórias devem permanecer em casa, pois fazem parte do grupo de risco.

Caso seja necessário providenciar veículo de transporte para trabalhadores até a propriedade, devem ser observados cuidados como uso de máscaras por passageiros e condutores, manutenção da distância de aproximadamente dois metros entre as pessoas e desinfecção do veículo antes e depois de cada viagem.

Nas fazendas onde há alojamento para os trabalhadores, a Emater-MG orienta, entre outras coisas, que o ambiente seja higienizado diariamente, que as camas sejam mantidas a uma distância de pelos menos dois metros entre elas, que no dormitório seja disponibilizado álcool em gel, além de água e sabão, para higienização das mãos.

A disponibilidade de água, sabão e álcool em gel também vale para os refeitórios. A orientação é estabelecer horários diferentes para que pequenos grupos de trabalhadores utilizem o local, posicionando as mesas com uma distância mínima de segurança. Copos, talheres, pratos e toalhas não devem ser compartilhados. E, quando possível, as refeições devem ser servidas individualmente em marmitas, também conhecidas como “quentinhas”.

A cartilha da Emater-MG orienta que os equipamentos utilizados durante a colheita por cada trabalhador (peneira, rastelo, sacarias) sejam de uso individual, sem compartilhamento. Outra recomendação é que cada pessoa fique responsável por colher em uma fileira específica da lavoura, evitando proximidade com outros trabalhadores. Durante o trabalho de colheita, produtores e trabalhadores rurais precisam usar máscaras.

Se possível, todas as pessoas envolvidas na colheita devem ser submetidas à verificação de estado febril, com uso de termômetro digital de testa. A aferição deve ocorrer, preferencialmente, antes do embarque nos ônibus ou no início diário das atividades. Aquelas pessoas com febre e outros sintomas como tosse, dificuldade de respirar e coriza, devem seguir as orientações médicas e ser afastadas do trabalho.

Foco na qualidade

Além dos cuidados de prevenção à Covid-19, a Emater-MG reforça a necessidade de não deixar de lado o foco nas boas práticas de colheita. “Esta fase é muito importante para obter um produto de qualidade”, observa Julian Carvalho.

Entre os pontos de atenção, o coordenador da Emater-MG lembra que é necessário iniciar a colheita, sempre que possível, no ponto ideal de maturação dos frutos. Equipamentos como lavadores e secadores devem ser limpos e revisados com antecedência.

Após colhido, o café precisa ser levado para o terreiro de secagem no mesmo dia e esparramado em camadas finas. Durante o período que fica no terreiro, é importante que o café seja movimentado constantemente para evitar fermentações indesejáveis. Além disso, é importante não misturar lotes de cafés com umidades e qualidades diferentes. E o cafeicultor precisa acompanhar o teor de umidade final do produto para o armazenamento.

Principais recomendações

Transporte
Limpar bem o interior do veículo.
Disponibilizar álcool em gel 70% para higienização das mãos dos trabalhadores.
As janelas dos veículos devem ser mantidas abertas e deve ser respeitada a distância mínima de dois metros entre os passageiros.

Alojamentos
As camas do alojamento devem ficar a uma distância mínima de dois metros entre elas.
Não compartilhar armários, toalhas e roupas de cama.
Além da água e sabão, disponibilizar álcool em gel 70% para a higienização das mãos.

Refeitórios
Disponibilizar álcool em gel 70%, sabão e água.
Propriedades que fornecem refeições devem servi-las no sistema de marmitas ou “quentinhas” individuais.
Evitar a aglomeração de pessoas no refeitório e definir horários de alimentação diferentes para grupos pequenos. A distância mínima entre as pessoas deve ser de dois metros.

Lavoura
Manter distância mínima de dois metros entre os trabalhadores durante a colheita.
Não compartilhar as ferramentas e equipamentos.
Realizar a higienização das mãos, máquinas e equipamentos antes e após o uso.
Utilizar máscaras de proteção durante dos trabalhos