Área com seguro rural no Brasil tem recorde de 13,7 mi hectares e quase dobra em 2020.

A área agrícola com seguro contratado no Brasil alcançou um recorde de 13,7 milhões de hectares em 2020, praticamente dobrando em relação ao ano anterior, informou o Ministério da Agricultura no dia 7 de dezembro.

A cifra – cujo crescimento em comparação anual atinge 98% – representa cerca de 20% da área agrícola total do país, apontou a pasta, que se disse surpresa com o crescimento das contratações nas atividades de pecuária, café e cana-de-açúcar.

As operações de pecuária avançaram 400% no ano a ano, enquanto o café registrou alta de 217% e a cana, de 42%.

Já as culturas com maior demanda por seguro rural no período foram soja, milho “safrinha”, trigo e milho verão, segundo o governo.

“No caso dos grãos, o crescimento observado já era esperado, mas para essas demais atividades o resultado nos surpreendeu de maneira muito positiva”, disse em nota o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do ministério, Pedro Loyola, que viu uma “evolução importante” nas regiões Norte e Nordeste.

Em agosto, a Reuters noticiou que a área de soja coberta por seguro agrícola no Brasil poderia mais que dobrar na temporada 2020/21, diante dos preços rentáveis e das fortes vendas antecipadas da safra.

Neste ano, o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) aplicou 880 milhões de reais, o dobro do valor de 2019, disse a pasta, acrescentando que foram beneficiados cerca de 105 mil produtores rurais (193 mil apólices), com importância segurada de 45,7 bilhões de reais – o maior valor desde o início do programa, em 2005.

“O seguro rural está se tornando um dos pilares da política agrícola no país… O desafio agora é dar previsibilidade ao seguro rural e ampliar essa cobertura para mais regiões e atividades agropecuárias”, afirmou, em nota, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

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Agronegócio do Brasil recupera confiança no 2º tri, após queda puxada por Covid-19

O Índice de Confiança do Agronegócio (ICAagro) avançou 11,3 pontos no segundo trimestre, em relação aos três meses anteriores, para 111,7 pontos, em um movimento de recuperação após uma queda causada pela chegada do novo coronavírus no Brasil.

O indicador calculado pelo Departamento de Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a associação CropLife Brasil se firmou acima dos 100 pontos, o que sinaliza otimismo.

Abaixo desta marca, a sinalização é de pessimismo e quanto mais distante do nível de 100 pontos, para cima, mais otimista estaria o setor.

Em relação ao segundo trimestre do ano passado, o avanço do ICAgro foi de 0,4 ponto.

“O agronegócio brasileiro recuperou parte do ânimo perdido no início do ano com o choque causado pela pandemia de Covid-19”, disse o estudo.

Segundo o Deagro, a avaliação das condições gerais da economia, responsável por impulsionar a pontuação recorde do fim do ano passado (123,8 pontos), caiu no início de 2020 e se mantém em patamares mais baixos.

No entanto, os sinais de retomada das atividades e de relativa estabilidade no mercado financeiro, os efeitos positivos do câmbio sobre os preços agrícolas e a perspectiva de que em breve haverá uma ou mais vacinas eficazes contra a Covid-19 melhoraram as expectativas para o curto e médio prazo, especialmente por parte das indústrias.

O Índice de Confiança das Indústrias do agronegócio fechou a 109,1 pontos, alta de 18,5 pontos em relação ao trimestre anterior.

Ao destrinchar o indicador industrial, o índice “antes da porteira”, que representa o segmento de insumos agropecuários, subiu 15,3 pontos na variação trimestral, para 101,6 pontos.

Contribuíram com a alta a recuperação nas vendas de tratores e colheitadeiras, mesmo ante uma forte queda relacionada à pandemia em abril, e o elevado nível de aquisições antecipadas de insumos.

“A antecipação (na compra de insumos) só não foi maior porque a instabilidade do câmbio prejudicou a formação das tabelas de preços”, afirmou.

Já a confiança das indústrias “depois da porteira” registrou a maior elevação dentre todos os segmentos pesquisados, de 19,9 pontos ante o trimestre anterior, para 112,4 pontos.

As empresas de logística enfrentaram relativamente poucos gargalos para suas operações, justificou o Deagro, mesmo com exportações recordes de soja no período.

Os frigoríficos, apesar do fechamento de algumas unidades por contaminação da Covid-19 entre os funcionários, puderam em sua maioria manter as atividades e atender a forte demanda do mercado externo, ressaltou a análise.

“As usinas de açúcar e etanol, para as quais em março o ano parecia praticamente arruinado, saíram do pior momento: subiram os preços do açúcar no exterior e houve uma recuperação das margens do etanol, que chegou a ser vendido abaixo do custo de produção em abril e maio, durante a queda abrupta do petróleo causada pela crise no mercado de combustíveis e aprofundada pela guerra de preços entre Rússia e Arábia Saudita.”

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