Atenção e cuidados com a florada resultam em uma safra mais produtiva

A produtividade dos cafezais é definida durante a florada, o manejo e os cuidados com a saúde das plantas evitam que doenças surjam e afetem os grãos que serão colhidos na safra. O alerta envolve principalmente, a phoma do cafeeiro, o problema mais sério durante este período.

A doença ataca folhas, flores, ramos e frutos. É identificada por diversos sintomas: manchas escuras (necrose) nas folhas, sobretudo nas bordas; escurecimento e até morte das flores; escurecimento e mumificação de botões florais e frutos; e depressões escuras e fundas nos ramos. Não bastassem esses problemas, a doença ainda causa danos indiretos, como a desfolha e a seca das extremidades das plantas, prejudicando a produção atual e a próxima.

A chegada da primavera traz o retorno gradual das chuvas anunciando a entrada das águas. Neste período ainda teremos temperaturas amenas com chuvas, criando condições favoráveis para a disseminação da phoma e de outras doenças. Por esta razão, é importante que o controle com aplicação de fungicidas inicie antes da florada, ou até bem mais cedo.

A estratégia eficiente de controle da phoma envolve aplicações de fungicida antes e depois da florada. O tratamento adequado protege, inclusive, as demais estruturas da planta e ajuda na cicatrização de possíveis lesões consequentes do processo de colheita.

Todo processo de aplicação deve ter acompanhamento para que as doses não extrapolem os níveis tolerados pela planta agindo de maneira prejudicial.

Conte com a Terra Nova no manejo de sua safra, estamos a disposição

Trechos retirados do artigo: https://www.agrolink.com.br/noticias/proteja-a-florada-que-os-frutos-vem_412082.html

Emater-MG lança cartilha com orientações de prevenção ao coronavírus durante a colheita do café

A colheita do café está começando e Minas Gerais deverá ter uma das maiores safras da história. O estado é responsável pela metade da produção nacional e deverá colher mais de 30 milhões de sacas (60kg), segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se a previsão se confirmar, será a terceira vez que os cafeicultores mineiros ultrapassarão esta marca. A colheita do café gera um grande movimento de trabalhadores rurais, em mais de 460 municípios do estado, até o mês de setembro.

Neste ano, além dos cuidados usuais durante a colheita para garantir a qualidade do café, os produtores deverão redobrar a atenção por causa da pandemia do novo coronavírus. A Emater-MG, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), preparou uma cartilha alertando sobre os cuidados que devem ser tomados como prevenção à Covid-19, para evitar a contaminação de cafeicultores e trabalhadores rurais durante as atividades nas propriedades.

A cartilha está disponível no site da Emater-MG e será distribuída eletronicamente pelos técnicos da empresa para os produtores. Ela também vai ser usada para auxiliar as prefeituras municipais na tomada de decisão sobre medidas de prevenção à Covid-19 no período da colheita do café. Para acessar a cartilha, clique aqui.

“Estamos orientando sobre vários cuidados básicos neste momento da colheita, principalmente em relação ao coronavírus. É importante salientar, que alguns municípios têm seus decretos específicos, que regulamentam as medidas de controle da doença, e que precisam ser observados pelo cafeicultor”, afirma o coordenador estadual de Cafeicultura da Emater-MG, Julian Carvalho.

A cartilha orienta o cafeicultor desde o momento da contratação da mão de obra e do transporte dos trabalhadores até as ações de prevenção no dia a dia da colheita. Seguindo as recomendações das autoridades de saúde, a Emater-MG lembra que pessoas com mais de 60 anos e aquelas portadoras de doenças como diabetes, doenças cardíacas e respiratórias devem permanecer em casa, pois fazem parte do grupo de risco.

Caso seja necessário providenciar veículo de transporte para trabalhadores até a propriedade, devem ser observados cuidados como uso de máscaras por passageiros e condutores, manutenção da distância de aproximadamente dois metros entre as pessoas e desinfecção do veículo antes e depois de cada viagem.

Nas fazendas onde há alojamento para os trabalhadores, a Emater-MG orienta, entre outras coisas, que o ambiente seja higienizado diariamente, que as camas sejam mantidas a uma distância de pelos menos dois metros entre elas, que no dormitório seja disponibilizado álcool em gel, além de água e sabão, para higienização das mãos.

A disponibilidade de água, sabão e álcool em gel também vale para os refeitórios. A orientação é estabelecer horários diferentes para que pequenos grupos de trabalhadores utilizem o local, posicionando as mesas com uma distância mínima de segurança. Copos, talheres, pratos e toalhas não devem ser compartilhados. E, quando possível, as refeições devem ser servidas individualmente em marmitas, também conhecidas como “quentinhas”.

A cartilha da Emater-MG orienta que os equipamentos utilizados durante a colheita por cada trabalhador (peneira, rastelo, sacarias) sejam de uso individual, sem compartilhamento. Outra recomendação é que cada pessoa fique responsável por colher em uma fileira específica da lavoura, evitando proximidade com outros trabalhadores. Durante o trabalho de colheita, produtores e trabalhadores rurais precisam usar máscaras.

Se possível, todas as pessoas envolvidas na colheita devem ser submetidas à verificação de estado febril, com uso de termômetro digital de testa. A aferição deve ocorrer, preferencialmente, antes do embarque nos ônibus ou no início diário das atividades. Aquelas pessoas com febre e outros sintomas como tosse, dificuldade de respirar e coriza, devem seguir as orientações médicas e ser afastadas do trabalho.

Foco na qualidade

Além dos cuidados de prevenção à Covid-19, a Emater-MG reforça a necessidade de não deixar de lado o foco nas boas práticas de colheita. “Esta fase é muito importante para obter um produto de qualidade”, observa Julian Carvalho.

Entre os pontos de atenção, o coordenador da Emater-MG lembra que é necessário iniciar a colheita, sempre que possível, no ponto ideal de maturação dos frutos. Equipamentos como lavadores e secadores devem ser limpos e revisados com antecedência.

Após colhido, o café precisa ser levado para o terreiro de secagem no mesmo dia e esparramado em camadas finas. Durante o período que fica no terreiro, é importante que o café seja movimentado constantemente para evitar fermentações indesejáveis. Além disso, é importante não misturar lotes de cafés com umidades e qualidades diferentes. E o cafeicultor precisa acompanhar o teor de umidade final do produto para o armazenamento.

Principais recomendações

Transporte
Limpar bem o interior do veículo.
Disponibilizar álcool em gel 70% para higienização das mãos dos trabalhadores.
As janelas dos veículos devem ser mantidas abertas e deve ser respeitada a distância mínima de dois metros entre os passageiros.

Alojamentos
As camas do alojamento devem ficar a uma distância mínima de dois metros entre elas.
Não compartilhar armários, toalhas e roupas de cama.
Além da água e sabão, disponibilizar álcool em gel 70% para a higienização das mãos.

Refeitórios
Disponibilizar álcool em gel 70%, sabão e água.
Propriedades que fornecem refeições devem servi-las no sistema de marmitas ou “quentinhas” individuais.
Evitar a aglomeração de pessoas no refeitório e definir horários de alimentação diferentes para grupos pequenos. A distância mínima entre as pessoas deve ser de dois metros.

Lavoura
Manter distância mínima de dois metros entre os trabalhadores durante a colheita.
Não compartilhar as ferramentas e equipamentos.
Realizar a higienização das mãos, máquinas e equipamentos antes e após o uso.
Utilizar máscaras de proteção durante dos trabalhos