Capina e manejo do Milho

As plantas daninhas podem interferir na produção do milho principalmente devido à competição por água e nutrientes minerais, além de luz e dos possíveis efeitos alelopáticos (capacidade de as plantas, superiores ou inferiores, produzirem substâncias químicas que, liberadas no ambiente de outras, influenciam de forma favorável ou desfavorável o seu desenvolvimento), e podendo também hospedar pragas e organismos causadores de doenças.

Na cultura do milho, espécies como papuã, picão preto, leiteira e corriola têm causado sérios problemas por dificultarem e reduzirem o rendimento da colheita mecanizada, além de reduzirem a qualidade do produto colhido.

Os prejuízos causados pelas plantas daninhas não devem ser atribuídos somente à competição exercida por estas sobre as plantas da cultura mas sim a um conjunto de fatores. Esses fatores podem representar efeitos diretos (competição, alelopatia e interferência na colheita) ou indiretos (hospedagem e transmissão de doenças e pragas).

O nível de competição está relacionado com diversos fatores, tais como as espécies em competição e as suas densidades populacionais. Esses fatores podem também sofrer modificações em função dos fatores de ambiente, tais como a disponibilidade de água no solo, a adubação e correção da acidez do solo, além das variações climáticas durante o ciclo das espécies em confronto. O período de competição entre a cultura e as plantas daninhas presentes no local, assume grande importância para o estabelecimento de um programa de manejo adequado, de modo a minimizar os possíveis efeitos indesejáveis antes que tal situação ocorra de maneira irreversível das plantas daninhas na cultura do milho.

A quantidade de infestação assume também relativa importância tendo em vista a variação na densidade de plantas daninhas observada em algumas áreas cultivadas. Têm sido observados níveis populacionais médios que chegam a atingir 400 plantas/m², além da própria diversidade da sua composição florística. Além disso, as gramíneas são geralmente mais competitivas. Áreas com elevadas infestações de papuã, irão apresentar elevadas perdas na produção de grãos.

O uso de herbicidas constitui uma opção para o manejo da comunidade infestante presente no local, tendo como principais vantagens o controle efetivo das plantas daninhas inclusive na linha de plantio, aliado à rapidez da operação e sem causar injúrias ao sistema radicular do milho (porta de entrada de doenças). Existem várias opções para o controle químico de plantas daninhas nessa cultura, com herbicidas passíveis de aplicação em pré e em pós-emergência.

As recomendações podem ser aplicados de maneira a economizar tempo e mão-de-obra. Enquanto a capina manual de um hectare requer cerca de 10 homens por dia, a aplicação de um herbicida, dependendo do equipamento empregado, pode levar menos de 15 minutos por hectare, no entanto, causa impacto ao meio ambiente e aos custos de produção dessas culturas, uma vez que são insumos caros e, muitas vezes, não recomendados para determinadas propriedades, especialmente aqueles baseadas no trabalho familiar. Dessa forma, a busca por métodos alternativos deve ser um objetivo de pesquisa.

O profissional técnico é fundamental em todos os processos de sua lavoura, solicite o auxílio e colha bons frutos!

Informações colhidas na matéria: https://www.grupocultivar.com.br/artigos/milho-limpo da revista Cultivar.

Safra de 2020 será de 251,7 milhões de toneladas e 4,2% maior que a de 2019, diz IBGE

A safra agrícola de 2020 deverá totalizar 251,7 milhões de toneladas, uma alta de 4,2% em relação ao resultado de 2019, o equivalente a 10,2 milhões de toneladas a mais. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de agosto, divulgado nesta quinta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao levantamento de julho, houve elevação de 0,5% na estimativa para a produção deste ano, o equivalente a 1,2 milhão de toneladas a mais.

Além disso, os produtores brasileiros devem colher 65,2 milhões de hectares na safra agrícola de 2020, uma elevação de 3,1% em relação à área colhida em 2019.

O resultado representa 1,9 milhão de hectares a mais em um ano, além de um crescimento de 271,4 mil hectares em relação à estimativa de julho, alta de 0,4% nesse tipo de comparação.

Conab eleva projeção de safra de soja do Brasil e vê exportações em 82 mi toneladas

A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) elevou nesta quinta-feira as perspectivas para a safra de soja do Brasil 2019/20, estimada agora em 124,8 milhões de toneladas, enquanto projetou que as exportações do grão pelo país devem somar 82 milhões de toneladas neste ano.

A estatal havia previsto no início do mês passado –antes de uma revisão geral de dados das últimas safras de soja– uma produção de 120,9 milhões de toneladas da oleaginosa. Em 25 de agosto, com a reavaliação dos números da colheita 2019/20 finalizada no primeiro semestre, havia sido apontada uma produção de 124,46 milhões de toneladas.

A Conab estimou ainda que o Brasil deve importar 1 milhão de toneladas de soja em 2020 para atender à demanda interna em meio às fortes vendas para o exterior.

“As estimativas das exportações brasileiras de soja em grãos continuam muito aquecidas, motivadas pelos fortes volumes de comercialização antecipada da safra 2019/20 e dólar elevado”, destacou, em relatório.

A safra total de milho do Brasil em 2019/20 foi projetada pela Conab em 102,5 milhões de toneladas, com leve aumento frente aos 102,1 milhões no mês anterior.

A produção de trigo do pais em 2020 deve atingir 6,81 milhões de toneladas, com ligeira redução frente às 6,83 milhões de toneladas estimadas em agosto.

Já a safra de algodão em pluma deve somar 2,93 milhões de toneladas, com pouca alteração frente às 2,92 milhões de toneladas da estimativa anterior.

Fontes: Reuters/Estadão Conteúdo

Agronegócio do Brasil recupera confiança no 2º tri, após queda puxada por Covid-19

O Índice de Confiança do Agronegócio (ICAagro) avançou 11,3 pontos no segundo trimestre, em relação aos três meses anteriores, para 111,7 pontos, em um movimento de recuperação após uma queda causada pela chegada do novo coronavírus no Brasil.

O indicador calculado pelo Departamento de Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a associação CropLife Brasil se firmou acima dos 100 pontos, o que sinaliza otimismo.

Abaixo desta marca, a sinalização é de pessimismo e quanto mais distante do nível de 100 pontos, para cima, mais otimista estaria o setor.

Em relação ao segundo trimestre do ano passado, o avanço do ICAgro foi de 0,4 ponto.

“O agronegócio brasileiro recuperou parte do ânimo perdido no início do ano com o choque causado pela pandemia de Covid-19”, disse o estudo.

Segundo o Deagro, a avaliação das condições gerais da economia, responsável por impulsionar a pontuação recorde do fim do ano passado (123,8 pontos), caiu no início de 2020 e se mantém em patamares mais baixos.

No entanto, os sinais de retomada das atividades e de relativa estabilidade no mercado financeiro, os efeitos positivos do câmbio sobre os preços agrícolas e a perspectiva de que em breve haverá uma ou mais vacinas eficazes contra a Covid-19 melhoraram as expectativas para o curto e médio prazo, especialmente por parte das indústrias.

O Índice de Confiança das Indústrias do agronegócio fechou a 109,1 pontos, alta de 18,5 pontos em relação ao trimestre anterior.

Ao destrinchar o indicador industrial, o índice “antes da porteira”, que representa o segmento de insumos agropecuários, subiu 15,3 pontos na variação trimestral, para 101,6 pontos.

Contribuíram com a alta a recuperação nas vendas de tratores e colheitadeiras, mesmo ante uma forte queda relacionada à pandemia em abril, e o elevado nível de aquisições antecipadas de insumos.

“A antecipação (na compra de insumos) só não foi maior porque a instabilidade do câmbio prejudicou a formação das tabelas de preços”, afirmou.

Já a confiança das indústrias “depois da porteira” registrou a maior elevação dentre todos os segmentos pesquisados, de 19,9 pontos ante o trimestre anterior, para 112,4 pontos.

As empresas de logística enfrentaram relativamente poucos gargalos para suas operações, justificou o Deagro, mesmo com exportações recordes de soja no período.

Os frigoríficos, apesar do fechamento de algumas unidades por contaminação da Covid-19 entre os funcionários, puderam em sua maioria manter as atividades e atender a forte demanda do mercado externo, ressaltou a análise.

“As usinas de açúcar e etanol, para as quais em março o ano parecia praticamente arruinado, saíram do pior momento: subiram os preços do açúcar no exterior e houve uma recuperação das margens do etanol, que chegou a ser vendido abaixo do custo de produção em abril e maio, durante a queda abrupta do petróleo causada pela crise no mercado de combustíveis e aprofundada pela guerra de preços entre Rússia e Arábia Saudita.”

Matéria compartilhada do portal https://www.noticiasagricolas.com.br/ , para acessar a matéria completa entre no link – https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/agronegocio/265999-agronegocio-do-brasil-recupera-confianca-no-2-tri-apos-queda-puxada-por-covid-19.html

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Posted by Terra Nova Insumos Agrícolas Ltda on Sunday, May 3, 2020