Soja: Trigo sobe forte e puxa cotações da oleaginosa na CBOT

Operando em queda desde o início do dia, o mercado da soja passou a atuar do lado positivo da tabela no início da tarde desta segunda-feira (2) na Bolsa de Chicago. Assim, por volta de 12h40 (horário de Brasília), as cotações subiam levemente, entre 3 e 5,25 pontos, com o agosto de volta aos US$ 14,19 e o novembro – referência para a safra americana – valendo US$ 13,54 por bushel. 

Segundo explicam os analistas de mercado da Agrinvest Commodities, as altas fortes do trigo – de quase 20 pontos entre as posições mais negociadas – davam carona não só para a soja, mas também para o milho na CBOT. 

“A consultoria russa Sovecon disse hoje em seu relatório que cortou sua previsão para a safra de trigo do país para a atual safra em 5,9 milhões de toneladas para 76,4 milhões. Além da questão climática, o corte vem por conta do novo número de área de inverno atualmente de 15,6 milhões de hectares,m contra 16,8 milhões de hectares anteriormente estimados pela consultoria”, afirma a consultoria.

CLIMA NOS EUA

“O clima durante o final de semana foi um pouquinho mais úmido do que as estimativas de sexta-feira e trouxe chuvas para vários estados como a Dakota do Sul, Iowa, Nebraska, Sudoeste de Minnesota, Centro e Sul de Illinois e Sul de Indiana”, relata o diretor do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa.

No entanto, ele lembra que agosto, que é o mês mais importante para a cultura da soja nos EUA, começa sem previsões muito favoráveis para as regiões produtoras do país, o que deve manter a volatilidade ainda bastante presente na CBOT. 

Também por essas condições é que Sousa lembra que no novo boletim semanal de acompanhamento de safras que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta segunda-feira, às 17h (Brasília) pode apontar uma nova correção para baixo no índice de lavouras de soja em boas excelentes condições que teria espaço para alcançar os 2%. 

DEMANDA

Além do clima, o diretor da Labhoro ainda chama a atenção para a questão da demanda e para onde as atenções deverão se voltar neste mês. 

“Comenta-se que a China, depois de um longo período ausente nas compras de soja americana, deve retornar neste mês de agosto para suprir suas necessidades de setembro a dezembro”, diz.

Por: Carla Mendes
Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/soja/

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