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Café: Mercado andando de lado em Londres e Nova York após iniciar o ano com baixas

O mercado futuro do café arábica abriu o pregão na Bolsa de Nova York (ICE Future US) com estabilidade para os principais contratos nesta terça-feira (5). Na Bolsa de Londres, para o café tipo conilon, o cenário é o mesmo após o último pregão ter encerrado com baixas para o café. 

Por volta das 09h03 (horário de Brasília), o café arábica registrava alta de 15 pontos no contrato com vencimento em março/21 e era negociado por 126,30 cents/lbp, maio/21 tinha alta de 10 pontos, valendo 128,20 cents/lbp, julho/21 registrava valorização de 30 pontos, negociado por 130,10 cents/lbp e setembro/21 tinha alta de 10 pontos, valendo 131,35 cents/lbp. 

Na Bolsa de Londres, o contrato com vencimento em março/21 tinha alta de US$ 1374, maio/21 subia US$ 3 por tonelada, negociado por US$ 1385, julho/21 operava com valorização de US$ 3 por tonelada, valendo US$ 1398 e setembro/21 registrava queda de US$ 14 por tonelada, valendo US$ 1410.

Os preços do café iniciaram 2021 pressionado pela pandemia do Coronavírus.  número de novas infecções por Covid nos Estados Unidos no sábado registrou um recorde de 299.087. Há uma preocupação de que a expansão dos bloqueios em todo o mundo feche restaurantes e cafeterias e diminua a demanda por café”, destacou a publicação do site internacional Barchart em sua última análise. 

Operadores também seguem acompanhando as condições do tempo no Brasil. As previsões mais recentes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) seguem indicando chance de chuvas nas principais áreas produtoras de café do país. 

Mercado Interno – Última sessão

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 0,77% em Guaxupé/MG, valendo R$ 653,00. Poços de Caldas/MG teve valorização de 4,10%, valendo R$ 635,00, Araguarí/MG teve alta de 1,61%, valendo R$ 630,00 e Franca/SP registrou alta de 0,78%, negociado por R$ 650,00.

O café tipo cereja descascado teve variações mistas nesta segunda. Guaxupé/MG teve alta de 8,59%, estabelecendo os preços por R$ 695,00. Poços de Caldas/MG teve baixa de 0,71%, valendo R$ 695,00 e Varginha/MG registrou queda de 2,86%, valendo R$ 680,00. Patrocínio/MG manteve a estabilidade por R$ 670,00.

Fonte: Notícias Agrícolas
Publicado em 05/01/2021 09:08

Área com seguro rural no Brasil tem recorde de 13,7 mi hectares e quase dobra em 2020.

A área agrícola com seguro contratado no Brasil alcançou um recorde de 13,7 milhões de hectares em 2020, praticamente dobrando em relação ao ano anterior, informou o Ministério da Agricultura no dia 7 de dezembro.

A cifra – cujo crescimento em comparação anual atinge 98% – representa cerca de 20% da área agrícola total do país, apontou a pasta, que se disse surpresa com o crescimento das contratações nas atividades de pecuária, café e cana-de-açúcar.

As operações de pecuária avançaram 400% no ano a ano, enquanto o café registrou alta de 217% e a cana, de 42%.

Já as culturas com maior demanda por seguro rural no período foram soja, milho “safrinha”, trigo e milho verão, segundo o governo.

“No caso dos grãos, o crescimento observado já era esperado, mas para essas demais atividades o resultado nos surpreendeu de maneira muito positiva”, disse em nota o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do ministério, Pedro Loyola, que viu uma “evolução importante” nas regiões Norte e Nordeste.

Em agosto, a Reuters noticiou que a área de soja coberta por seguro agrícola no Brasil poderia mais que dobrar na temporada 2020/21, diante dos preços rentáveis e das fortes vendas antecipadas da safra.

Neste ano, o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) aplicou 880 milhões de reais, o dobro do valor de 2019, disse a pasta, acrescentando que foram beneficiados cerca de 105 mil produtores rurais (193 mil apólices), com importância segurada de 45,7 bilhões de reais – o maior valor desde o início do programa, em 2005.

“O seguro rural está se tornando um dos pilares da política agrícola no país… O desafio agora é dar previsibilidade ao seguro rural e ampliar essa cobertura para mais regiões e atividades agropecuárias”, afirmou, em nota, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Nossa parceira Plantar Seguros tem ótimas opções para fazer a apólice da sua lavoura, confira.

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Comunicado Terra Nova

Comunicamos que, em virtude do Decreto Estadual de São Paulo Nº 65.254, de 15 de outubro de 2020 que prevê uma perda parcial da isenção do ICMS das empresas sediadas no referido estado, ocasionará reflexos em nosso trabalho.

Dessa forma, como a maioria dos nossos fornecedores são do estado de São Paulo, esta perda será calculada em torno de 4,14% no faturamento do fornecedor para a Terra Nova, assim sendo todos produtos que serão faturados para os clientes, novos pedidos e pedidos encarteirados, sofrerão este acréscimo.

Data base para alteração: 01 de janeiro de 2021.

Nos colocamos a disposição para qualquer dúvida.

Capina e manejo do Milho

As plantas daninhas podem interferir na produção do milho principalmente devido à competição por água e nutrientes minerais, além de luz e dos possíveis efeitos alelopáticos (capacidade de as plantas, superiores ou inferiores, produzirem substâncias químicas que, liberadas no ambiente de outras, influenciam de forma favorável ou desfavorável o seu desenvolvimento), e podendo também hospedar pragas e organismos causadores de doenças.

Na cultura do milho, espécies como papuã, picão preto, leiteira e corriola têm causado sérios problemas por dificultarem e reduzirem o rendimento da colheita mecanizada, além de reduzirem a qualidade do produto colhido.

Os prejuízos causados pelas plantas daninhas não devem ser atribuídos somente à competição exercida por estas sobre as plantas da cultura mas sim a um conjunto de fatores. Esses fatores podem representar efeitos diretos (competição, alelopatia e interferência na colheita) ou indiretos (hospedagem e transmissão de doenças e pragas).

O nível de competição está relacionado com diversos fatores, tais como as espécies em competição e as suas densidades populacionais. Esses fatores podem também sofrer modificações em função dos fatores de ambiente, tais como a disponibilidade de água no solo, a adubação e correção da acidez do solo, além das variações climáticas durante o ciclo das espécies em confronto. O período de competição entre a cultura e as plantas daninhas presentes no local, assume grande importância para o estabelecimento de um programa de manejo adequado, de modo a minimizar os possíveis efeitos indesejáveis antes que tal situação ocorra de maneira irreversível das plantas daninhas na cultura do milho.

A quantidade de infestação assume também relativa importância tendo em vista a variação na densidade de plantas daninhas observada em algumas áreas cultivadas. Têm sido observados níveis populacionais médios que chegam a atingir 400 plantas/m², além da própria diversidade da sua composição florística. Além disso, as gramíneas são geralmente mais competitivas. Áreas com elevadas infestações de papuã, irão apresentar elevadas perdas na produção de grãos.

O uso de herbicidas constitui uma opção para o manejo da comunidade infestante presente no local, tendo como principais vantagens o controle efetivo das plantas daninhas inclusive na linha de plantio, aliado à rapidez da operação e sem causar injúrias ao sistema radicular do milho (porta de entrada de doenças). Existem várias opções para o controle químico de plantas daninhas nessa cultura, com herbicidas passíveis de aplicação em pré e em pós-emergência.

As recomendações podem ser aplicados de maneira a economizar tempo e mão-de-obra. Enquanto a capina manual de um hectare requer cerca de 10 homens por dia, a aplicação de um herbicida, dependendo do equipamento empregado, pode levar menos de 15 minutos por hectare, no entanto, causa impacto ao meio ambiente e aos custos de produção dessas culturas, uma vez que são insumos caros e, muitas vezes, não recomendados para determinadas propriedades, especialmente aqueles baseadas no trabalho familiar. Dessa forma, a busca por métodos alternativos deve ser um objetivo de pesquisa.

O profissional técnico é fundamental em todos os processos de sua lavoura, solicite o auxílio e colha bons frutos!

Informações colhidas na matéria: https://www.grupocultivar.com.br/artigos/milho-limpo da revista Cultivar.

Atenção e cuidados com a florada resultam em uma safra mais produtiva

A produtividade dos cafezais é definida durante a florada, o manejo e os cuidados com a saúde das plantas evitam que doenças surjam e afetem os grãos que serão colhidos na safra. O alerta envolve principalmente, a phoma do cafeeiro, o problema mais sério durante este período.

A doença ataca folhas, flores, ramos e frutos. É identificada por diversos sintomas: manchas escuras (necrose) nas folhas, sobretudo nas bordas; escurecimento e até morte das flores; escurecimento e mumificação de botões florais e frutos; e depressões escuras e fundas nos ramos. Não bastassem esses problemas, a doença ainda causa danos indiretos, como a desfolha e a seca das extremidades das plantas, prejudicando a produção atual e a próxima.

A chegada da primavera traz o retorno gradual das chuvas anunciando a entrada das águas. Neste período ainda teremos temperaturas amenas com chuvas, criando condições favoráveis para a disseminação da phoma e de outras doenças. Por esta razão, é importante que o controle com aplicação de fungicidas inicie antes da florada, ou até bem mais cedo.

A estratégia eficiente de controle da phoma envolve aplicações de fungicida antes e depois da florada. O tratamento adequado protege, inclusive, as demais estruturas da planta e ajuda na cicatrização de possíveis lesões consequentes do processo de colheita.

Todo processo de aplicação deve ter acompanhamento para que as doses não extrapolem os níveis tolerados pela planta agindo de maneira prejudicial.

Conte com a Terra Nova no manejo de sua safra, estamos a disposição

Trechos retirados do artigo: https://www.agrolink.com.br/noticias/proteja-a-florada-que-os-frutos-vem_412082.html

Safra de 2020 será de 251,7 milhões de toneladas e 4,2% maior que a de 2019, diz IBGE

A safra agrícola de 2020 deverá totalizar 251,7 milhões de toneladas, uma alta de 4,2% em relação ao resultado de 2019, o equivalente a 10,2 milhões de toneladas a mais. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de agosto, divulgado nesta quinta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao levantamento de julho, houve elevação de 0,5% na estimativa para a produção deste ano, o equivalente a 1,2 milhão de toneladas a mais.

Além disso, os produtores brasileiros devem colher 65,2 milhões de hectares na safra agrícola de 2020, uma elevação de 3,1% em relação à área colhida em 2019.

O resultado representa 1,9 milhão de hectares a mais em um ano, além de um crescimento de 271,4 mil hectares em relação à estimativa de julho, alta de 0,4% nesse tipo de comparação.

Conab eleva projeção de safra de soja do Brasil e vê exportações em 82 mi toneladas

A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) elevou nesta quinta-feira as perspectivas para a safra de soja do Brasil 2019/20, estimada agora em 124,8 milhões de toneladas, enquanto projetou que as exportações do grão pelo país devem somar 82 milhões de toneladas neste ano.

A estatal havia previsto no início do mês passado –antes de uma revisão geral de dados das últimas safras de soja– uma produção de 120,9 milhões de toneladas da oleaginosa. Em 25 de agosto, com a reavaliação dos números da colheita 2019/20 finalizada no primeiro semestre, havia sido apontada uma produção de 124,46 milhões de toneladas.

A Conab estimou ainda que o Brasil deve importar 1 milhão de toneladas de soja em 2020 para atender à demanda interna em meio às fortes vendas para o exterior.

“As estimativas das exportações brasileiras de soja em grãos continuam muito aquecidas, motivadas pelos fortes volumes de comercialização antecipada da safra 2019/20 e dólar elevado”, destacou, em relatório.

A safra total de milho do Brasil em 2019/20 foi projetada pela Conab em 102,5 milhões de toneladas, com leve aumento frente aos 102,1 milhões no mês anterior.

A produção de trigo do pais em 2020 deve atingir 6,81 milhões de toneladas, com ligeira redução frente às 6,83 milhões de toneladas estimadas em agosto.

Já a safra de algodão em pluma deve somar 2,93 milhões de toneladas, com pouca alteração frente às 2,92 milhões de toneladas da estimativa anterior.

Fontes: Reuters/Estadão Conteúdo

Resultados

Resultado do uso de drones na lavoura

As evoluções no campo brasileiro estão a todo vapor e a tecnologia se transformou em uma aliada para melhorar a produção. Uma das novidades implementadas nos últimos anos foi o uso dos drones na agricultura, que permite o acompanhamento das lavouras com imagens precisas e sensores eficientes.

Esses veículos aéreos não tripulados são utilizados para diversos fins, como gravações de vídeos e entregas autônomas — os gigantes Google e Amazon disputam esse mercado. No agronegócio, eles são importantes em todas as fases de produção, desde a análise das culturas até a prevenção de pragas.

Quer conhecer melhor o impacto dos drones nas propriedades rurais? Continue a leitura e veja como se beneficiar disso.

Com bons preços, área de soja com seguro pode mais que dobrar no Brasil em 2020/21

Preços rentáveis impulsionam vendas antecipadas de cerca de metade da produção, antes mesmo do início do plantio em setembro.

Lavoura de soja, um dos principais produtos do agronegócio brasileiro — Foto: REUTERS/Agustin Marcarian

O tamanho da área plantada com soja coberta por seguro agrícola no Brasil pode mais que dobrar na temporada 2020/21, atingindo 10 milhões de hectares pela primeira vez, após preços rentáveis impulsionarem vendas antecipadas de cerca de metade da produção antes mesmo do início do plantio em setembro.

“Considerando o comportamento de contratações do ano passado e a conjuntura deste ano, pode ser que a soja cresça 150% em área segurada”, disse o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pedro Loyola.

Segundo ele, a previsão indica que a área segurada com a oleaginosa deve alcançar 10 milhões de hectares, com 120 mil apólices e 32,5 bilhões de reais em valor segurado.

No ano passado, foram 38.669 apólices, 4 milhões de hectares de soja e 10,9 bilhões de reais em valor segurado.

“Essa estimativa depende do comportamento de contratação, mas começou forte este ano e tudo indica que podemos chegar próximos do estimado”, comentou Loyola, ao ser questionado pela Reuters sobre a expectativa de crescimento.

Caso atinja 10 milhões de hectares, a área segurada com soja no Brasil poderia somar mais de 25% da área plantada, projetada para atingir cerca de 38 milhões de hectares, conforme pesquisa da Reuters.

Ele lembrou que essa ferramenta de proteção da renda do produtor é uma das prioridades do Ministério da Agricultura, que tem destinado mais recursos para as subvenções do prêmio do seguro no Plano Safra.

O orçamento federal para subsídio de seguro rural passou de 440 milhões de reais no ano passado para 955 milhões em 2020, ampliando o suporte contra pragas, doenças e, principalmente, intempéries climáticas na lavoura, comentou Loyola.

Na esteira da antecipação

O presidente da Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Bartolomeu Braz, disse que o valor mais alto de subvenção e a boa situação do produtor, que está em uma posição mais favorável de remuneração e custos, auxiliam na adoção de mais políticas no planejamento da safra, como o seguro.

Após exportações firmes ao longo do ano e ajuste na oferta, na esteira da demanda chinesa, os preços da soja já superaram 130 reais por saca no porto de Paranaguá (PR) neste mês e se aproximam do recorde em termos reais (deflacionados), conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Neste contexto, o produtor acelerou também as vendas antecipadas da safra 2020/21 e pode começar o plantio, em setembro, com mais da metade da produção estimada comercializada, segundo o presidente da Aprosoja.

“Essas vendas futuras têm que ser entregues, então isso precisa ser mitigado”, disse Braz sobre a risco assumido pelos agricultores com o nível de antecipação nas vendas e, como consequência, maior procura por seguro rural.

Seguradoras

O presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional dos Seguros Gerais (FenSeg), Joaquim Neto, destacou que a estrutura brasileira de seguro agrícola ainda é muito distante de concorrentes como os Estados Unidos, onde cerca de 90% da área de plantio é segurada.

No Brasil, este percentual ainda é 10%, mas é notável a ampliação na demanda vinda do setor de grãos de verão.

“Os cultivos de inverno são de maior risco, por estiagem, ocorrência de geadas, e historicamente já há maior interesse por contratar o seguro para essas culturas. Mas o que temos visto nos últimos anos, principalmente no Centro-Oeste, é que os agricultores têm demandado seguro para os grãos de verão, principalmente a soja”, explicou.

Ele ainda ressaltou o interesse de produtores de soja no Norte e Nordeste, nos Estados que compõem a região do Matopiba –Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia–, que contam com um projeto específico do governo para fomento à contratação de seguro.

Para as seguradoras, houve um incremento de 25,2% na captação de prêmios com seguro rural (valor que se paga para adquirir o seguro) durante o primeiro semestre, disse Neto.

E para o 2020, a expectativa da FenSeg é crescer 35% na captação de prêmios neste setor, ante os 5,311 bilhões de reais captados no ano passado.

“O agricultor tem tido bons valores na comercialização dos seus produtores e tem investido mais em tecnologia, o que faz com que a expectativa de produção dele aumente… e o risco acaba sendo maior. Acreditamos que isso tudo tem sim corroborado e ainda deve dar continuidade ao aumento de contratação de seguro agrícola”, avaliou.

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Agronegócio do Brasil recupera confiança no 2º tri, após queda puxada por Covid-19

O Índice de Confiança do Agronegócio (ICAagro) avançou 11,3 pontos no segundo trimestre, em relação aos três meses anteriores, para 111,7 pontos, em um movimento de recuperação após uma queda causada pela chegada do novo coronavírus no Brasil.

O indicador calculado pelo Departamento de Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a associação CropLife Brasil se firmou acima dos 100 pontos, o que sinaliza otimismo.

Abaixo desta marca, a sinalização é de pessimismo e quanto mais distante do nível de 100 pontos, para cima, mais otimista estaria o setor.

Em relação ao segundo trimestre do ano passado, o avanço do ICAgro foi de 0,4 ponto.

“O agronegócio brasileiro recuperou parte do ânimo perdido no início do ano com o choque causado pela pandemia de Covid-19”, disse o estudo.

Segundo o Deagro, a avaliação das condições gerais da economia, responsável por impulsionar a pontuação recorde do fim do ano passado (123,8 pontos), caiu no início de 2020 e se mantém em patamares mais baixos.

No entanto, os sinais de retomada das atividades e de relativa estabilidade no mercado financeiro, os efeitos positivos do câmbio sobre os preços agrícolas e a perspectiva de que em breve haverá uma ou mais vacinas eficazes contra a Covid-19 melhoraram as expectativas para o curto e médio prazo, especialmente por parte das indústrias.

O Índice de Confiança das Indústrias do agronegócio fechou a 109,1 pontos, alta de 18,5 pontos em relação ao trimestre anterior.

Ao destrinchar o indicador industrial, o índice “antes da porteira”, que representa o segmento de insumos agropecuários, subiu 15,3 pontos na variação trimestral, para 101,6 pontos.

Contribuíram com a alta a recuperação nas vendas de tratores e colheitadeiras, mesmo ante uma forte queda relacionada à pandemia em abril, e o elevado nível de aquisições antecipadas de insumos.

“A antecipação (na compra de insumos) só não foi maior porque a instabilidade do câmbio prejudicou a formação das tabelas de preços”, afirmou.

Já a confiança das indústrias “depois da porteira” registrou a maior elevação dentre todos os segmentos pesquisados, de 19,9 pontos ante o trimestre anterior, para 112,4 pontos.

As empresas de logística enfrentaram relativamente poucos gargalos para suas operações, justificou o Deagro, mesmo com exportações recordes de soja no período.

Os frigoríficos, apesar do fechamento de algumas unidades por contaminação da Covid-19 entre os funcionários, puderam em sua maioria manter as atividades e atender a forte demanda do mercado externo, ressaltou a análise.

“As usinas de açúcar e etanol, para as quais em março o ano parecia praticamente arruinado, saíram do pior momento: subiram os preços do açúcar no exterior e houve uma recuperação das margens do etanol, que chegou a ser vendido abaixo do custo de produção em abril e maio, durante a queda abrupta do petróleo causada pela crise no mercado de combustíveis e aprofundada pela guerra de preços entre Rússia e Arábia Saudita.”

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